Difference between a clinical psychologist and a neuropsychologist: which one to choose?
Choosing the ideal professional to meet your psychological needs can raise important questions—especially given the variety of specialties within psychology. Among them, one of the most common is: what is the difference between a clinical psychologist and a neuropsychologist? Although both work with mental health and have the same basic training (a degree in Psychology), their areas of expertise, working methods, and objectives are distinct.
Understanding these differences is essential for seeking appropriate care and achieving the best possible results. In this article, you will understand the responsibilities of each professional, learn in which situations to seek one or the other, and discover when their roles can complement each other.
What does a clinical psychologist do?
A clinical psychologist is a professional who works directly in the psychological care of individuals, couples, or families. Their main focus is on providing support, active listening, understanding, and emotional intervention for people experiencing psychological distress or emotional difficulties.
He works through psychotherapy — a process that allows for the continuous monitoring of the patient with the goal of promoting self-knowledge, developing internal resources, improving social skills, and coping with mental or emotional disorders.
Most common therapeutic approaches:
Cognitive Behavioral Therapy (CBT): focuses on restructuring dysfunctional thoughts and addressing harmful behaviors.
Psychoanalysis: explores unconscious content, traumas, and past experiences that influence the present.
Humanistic Approach: valuing subjective experience, focusing on the individual’s potential for growth.
Systemic Therapies: focusing on family, marital, and social relationships.
Main demands met:
Anxiety and depression disorders
Chronic stress and burnout
Family, marital, and interpersonal conflicts
Mood disorders and low self-esteem
Situations of grief, life transitions, separations, and existential crises.
Practical example:
Imagine uma mulher que está passando por uma crise no casamento, associada a sintomas de insônia, perda de apetite e irritabilidade. Ela procura um psicólogo clínico, que a acolhe e, ao longo das sessões, a ajuda a identificar os gatilhos emocionais da crise, desenvolver estratégias para lidar com o estresse e refletir sobre os rumos da relação. O foco do trabalho é emocional, relacional e subjetivo.
O que faz um neuropsicólogo?
O neuropsicólogo também é formado em Psicologia, mas possui especialização ou formação complementar em neuropsicologia. Essa área se dedica ao estudo da relação entre o funcionamento cerebral e o comportamento humano. O foco do neuropsicólogo é a avaliação e a reabilitação das funções cognitivas, como memória, atenção, linguagem, percepção, raciocínio e funções executivas (planejamento, organização, controle inibitório, etc.).
Diferente do psicólogo clínico, que atua sobretudo na escuta e na intervenção emocional, o neuropsicólogo trabalha com instrumentos objetivos e testes padronizados que avaliam o funcionamento cognitivo do paciente.
Principais demandas atendidas:
Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH)
Transtorno do Espectro Autista (TEA)
Dificuldades e/ou transtornos de aprendizagem (como dislexia, discalculia)
Avaliação de demências (Alzheimer, demência vascular, etc.)
Avaliação após traumatismo craniano ou AVC
Transtornos do desenvolvimento e alterações comportamentais
Exemplo prático:
Um adolescente de 14 anos está apresentando baixo rendimento escolar, dificuldade de concentração e impulsividade em sala de aula. A escola sugere uma avaliação neuropsicológica. O neuropsicólogo aplica uma série de testes cognitivos, entrevistas com a família e observações clínicas. Após a análise dos resultados, ele emite um laudo que aponta para a presença de TDAH e orienta o encaminhamento para intervenção comportamental e, se necessário, acompanhamento psiquiátrico.
Diferenças principais entre psicólogo clínico e neuropsicólogo
| Característica | Psicólogo Clínico | Neuropsicólogo |
|---|---|---|
| Formação | Graduação em Psicologia com ênfase clínica | Graduação em Psicologia + Especialização em Neuropsicologia |
| Foco da atuação | Saúde emocional e psicoterapia | Avaliação e reabilitação das funções cognitivas |
| Instrumentos utilizados | Entrevistas, escuta terapêutica, técnicas psicoterápicas | Testes neuropsicológicos, baterias cognitivas padronizadas |
| Objetivo | Redução do sofrimento psíquico, promoção de saúde emocional | Compreensão e intervenção sobre alterações cognitivas |
| Público atendido | Crianças, adolescentes, adultos e idosos | Em geral, crianças, adolescentes, idosos e pacientes neurológicos |
Qual profissional escolher?
A escolha entre psicólogo clínico e neuropsicólogo depende diretamente da sua demanda.
➤ Quando procurar um psicólogo clínico:
Quando você está lidando com sofrimento emocional, como tristeza profunda, ansiedade, conflitos relacionais, baixa autoestima, inseguranças ou crise existencial.
Quando deseja iniciar um processo terapêutico de autoconhecimento, desenvolvimento pessoal e melhoria da qualidade de vida emocional.
Quando enfrenta conflitos familiares, conjugais ou interpessoais e quer aprender novas formas de se posicionar, se expressar ou compreender o outro.
Quando precisa de apoio para tomar decisões importantes, lidar com o luto, separações, adoecimentos ou mudanças na vida.
➤ Quando procurar um neuropsicólogo:
Quando existe a necessidade de avaliar o funcionamento cognitivo de uma criança, adolescente ou adulto (memória, atenção, linguagem, raciocínio).
Quando há suspeitas de TDAH, TEA, dislexia ou outros transtornos do neurodesenvolvimento.
Quando há queixas como esquecimentos frequentes, confusão mental, dificuldade de concentração ou alterações bruscas de comportamento.
Quando o paciente passou por um AVC, traumatismo craniano, epilepsia ou apresenta histórico de demência.
A atuação complementar entre psicólogo clínico e neuropsicólogo
É importante destacar que essas duas especialidades podem (e muitas vezes devem) atuar em conjunto, especialmente em contextos clínicos, educacionais e hospitalares.
Exemplo 1:
Uma criança com suspeita de TDAH pode ser avaliada por um neuropsicólogo para entender seu perfil cognitivo. Após o diagnóstico, inicia acompanhamento psicoterapêutico com um psicólogo clínico para desenvolver habilidades sociais, estratégias de autorregulação e suporte emocional.
Exemplo 2:
Um idoso com diagnóstico de Alzheimer pode realizar reabilitação cognitiva com o neuropsicólogo e, ao mesmo tempo, fazer terapia com o psicólogo clínico para lidar com sentimentos como medo, frustração ou depressão.
Exemplo 3:
Em clínicas multidisciplinares ou hospitais, é comum que os dois profissionais atuem juntos: o neuropsicólogo fornece subsídios objetivos sobre o funcionamento cerebral e o psicólogo clínico cuida do bem-estar emocional do paciente e da família.
Psicologia baseada em evidências e ética profissional
Tanto o psicólogo clínico quanto o neuropsicólogo devem atuar seguindo as diretrizes do Conselho Federal de Psicologia (CFP), respeitando os princípios éticos, técnicos e científicos da profissão.
A formação continuada, a supervisão profissional e a atualização constante são pilares fundamentais para garantir um atendimento qualificado, responsável e centrado no paciente.
Conclusão
The choice between a clinical psychologist and a neuropsychologist depends directly on the nature of your complaint or need. While the former works with emotional, relational, and subjective issues through psychotherapy, the latter focuses on understanding brain and cognitive function, using standardized tests and instruments.
In many situations, the best approach may be to integrate both approaches , allowing for a broader perspective and more comprehensive patient care.
If you still have doubts, it’s worth talking to a psychologist for an initial consultation. Often, this conversation alone can help determine the best type of treatment or recommend other professionals if needed.

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